Desenvolvimento de Software não é especulação!
Um software de qualidade necessariamente precisa atingir os 3 princípios básicos de qualquer projeto:
* Requisitos do cliente //afinal esse é o motivo do projeto
* Prazo //sejamos pontuais, like british people
* Custo //pedir mais dinheiro é uma coisa muito feia
Itere sempre!
Clientes são ansiosos e entregar-lhe pedaços de software funcional por mais simples que sejam lhe dá mais tempo para trabalhar. Além disso, é uma maneira de obter um valioso feedback e descobrir que estás no caminho certo (amém).
Caso não esteja, descobriu a tempo de corrigir. Ou preferes entregar tudo no fim e saber que não foi o que ele pediu?
Ao ver partes do sistema funcionando o cliente pode orientá-lo melhor quanto alguns requisitos que talvez não tenham ficado claros. É uma boa estratégia e assim ele pára de ligar de 10 em 10 dias para encher o saco.

A cada iteração o software se torna mais completo e “consertamos” o que o cliente não gostou, podendo estar sujeitos a novas idéias, porém lembramos que há um prazo a cumprir
Faça com que o cliente priorize!
Muitas vezes surgem mudanças e nova idéias motivadas pelas pequenas entregas de software, no entanto nem sempre o prazo combinado comporta a inclusão de novos requisitos. O que fazer?
Deixe que o cliente decida o que deve ser priorizado. Ninguém melhor que ele para saber o que é mais importante ser feito primeiro.
Este post foi escrito a partir do Use a Cabeça Desenvolvimento de Software e continua..
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5 Responses so far
Wenderson Lisardo
janeiro 11th, 2011
09:44
Então Lucas, esses princípios não são seguidos sempres… olha só:
As iterações são vistas como chance do cliente verificar o que tem feito e ficar mudando o escopo do projeto, na entrega de uma iteração muitas vezes ele vê que o que ele pediu não era exatamente o que ele precisava, e o pior é que na maioria das vezes ele não tem a noção que a alteração dele muda o escopo ou seja $. O feedback do cliente infelizmente não é tão bem visto assim
A priorização do cliente nem sempre suprem a possibilidade sistêmica (na verdade quase nunca), fazendo com que tenhamos que colocar uns pré-requisitos para a tela ou funcionalidade funcionar (pois a outra parte precisa ser feita para fechar o ciclo), pior é que muitos ainda não entendem essa premissa!
O mundo do projeto é complicado, mas preste atenção apesar de eu ter consciência de que o que foi descrito acima acontece eu ainda sou a favor disso, tendo em vista que devemos ter nosso cliente como parceiros e somente fazer negócios com quem tem confiança, pois quem trabalha direito tem sempre trabalho.
OBs. Mas que tem muito cliente difícil de lidar tem sim.
Lucas Menezes
janeiro 11th, 2011
11:04
Wenderson,
primeiro valeu por ter lido e comentado. Não vejo problemas em o cliente acompanhar o que a equipe está fazendo, acredito até que é uma forma de conseguir sua confiança aproximando-o do time, porém a equipe precisa ser blindada quanto a cobrança direta do cliente direta. Quanto a ele mudar o escopo, depende muito da habilidade negocial do gerente de projeto. Pequenas mudanças são aceitáveis até pq no começo do projeto nem o próprio cliente conhece a sua necessidade a fundo. Claro que o impacto dessas mudanças no cronograma e prazo devem ser discutidos.
Na minha opinião o feedback do cliente é um dos pontos mais importantes do desenvolvimento de software, poupa-nos de retrabalho e auxilia na construção de um software que atenda a realidade do usuário. Valeu pelo retorno.
Abraços.
Gabriel Rubens
janeiro 16th, 2011
12:40
Não concordo com o argumento:
“As iterações são vistas como chance do cliente verificar o que tem feito e ficar mudando o escopo do projeto, na entrega de uma iteração muitas vezes ele vê que o que ele pediu não era exatamente o que ele precisava”
Pela experiência que eu estou tendo com contratos de escopo aberto e interações de uma semana, o retrabalho é infinitamente menor. Além disso se o cliente disser que não é aquilo que ele quer, e quiser mudar de escopo, infelizmente (felizmente) tem que ser atendido.
Afinal, o software é pra solucionar o problema de quem?
“e o pior é que na maioria das vezes ele não tem a noção que a alteração dele muda o escopo ou seja $. O feedback do cliente infelizmente não é tão bem visto assim”
Aí que está, se o feedback é rápido para o cliente ele vai ter noção exata do quanto o tempo vai ser alterado. Caso o feedback para o cliente demore meses, as alterações no tempo ficam invisíveis. Pois assim elas vem de uma vez só, e no final do projeto (dois anos depois do prazo)!
Mais uma coisa, e feedback rápido ensina o cliente sobre o próprio sistema, e existem alternativas para “brecar” funcionalidades desnecessárias.
Um exemplo real:
O sistema X tem 100 clientes, cada cliente pode pedir novas funcionalidade. Sendo que cada um paga por essa nova funcionalidade.
Caso outros cliente queiram essa funcionalidade, esse valor é rateado.
Caso 80% dos clientes também queiram essa funcionalidade ela sai de graça.
Logo, o cliente só pede coisas que outros também vão querer. E pedir coisas que não agregam real valor ao sistema é muito raro, já que essa brincadeira pode sair cara.
Se a funcionalidade for realmente importante outros também vão querer e assim fica bem mais barato.
Wenderson Lisardo
janeiro 17th, 2011
09:02
upa tico e teco
Então só para deixar claro 2 coisas, não expressei minha opinião no comentário acima e sim a opinião da maioria dos meus ex gerentes… assim como descrevi no ultimo parágrafo…
Mas Gabriel ( me corrija se eu tiver errado ) mas vc não trampa em uma fabrica de Software de verdade, sua empresa tem alguns sistemas os quais eles vendem para varias empresas, no meu primeiro estagio eu trampava em uma fabrica mesmo, era praticamente um sistema por cliente, Ai o cara pede tudo o que nao vai usar, e temos que cobrar mesmo… o fogo nem é isso, é que muitas e digo MUITAS mesmo pensam que a resposta a sua pergunta “Afinal, o software é pra solucionar o problema de quem?” é do dono da fabrica. Aqui na selva de SP converso com muitos programadores no fretado (80% de quem sobe no meu fretado é da área de informática) trampa em uma assim.
Um colega do fretado ainda me falou que na empresa dele os caras adoram entregar tudo de 1 vez pois a alteração sendo muita eles podem cobrar muito tb.
Mas uma coisa eu realmente acho, se o cliente solicita X e altera pede X+1 deve ser cobrado X+1, mas se ele altera coisa que leva o mesmo tempo para fazer, não deve ser cobrado, assim como se for algo menor deve ser cobrado menos, mas tudo que foi feito deve ser cobrado pois já se usou horas para elaborar, daí esta a necessidade do cliente saber o que quer.
inté
Gabriel Rubens
janeiro 18th, 2011
00:00
Até tinha entendido que não era sua opinião… hehhe
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