Depois de muito ouvir falar eu resolvi comprar o livro O Programador Pragmático, e pra melhorar ainda mais minha compreensão e fixar cada capítulo eu resolvi fazer uma resenha do conteúdo que eu for lendo, então aí vai a primeira parte.
Para minha surpresa a primeira resenha não é nem do primeiro capítulo, é do prefácio. De cara já deu pra notar que os autores (Andrew Hunt e David Thomas) não se atentam a tecnologia utilizada como linguagens, sistemas operacionais ou ferramentas, e tratam o processo de desenvolvimento como arte e não como “fábrica”.
“[...]Não há respostas fáceis. Não há uma solução melhor, seja uma ferramenta, uma linguagem ou um sistema operacional. [...]”, “[...] Aí que o pragmatismo entra em cena. Você não deve se ater a uma tecnologia específica[...]”. Só por essas duas passagens do livro já me deixarem empolgado com o que vinha pela frente.
Ainda no prefácio os autores dão algumas características que fazem parte de um programador pragmático, que são:
Adoção antecipada/adaptação rápida.
Inquisitivo.
Pensador crítico.
Realista.
Pau pra toda obra.
No livro cada um desses pontos é seguido de uma explicação, mas por aí já deu pra ter uma noção da forma de pensar do autores.
Outra coisa que eu estou gostando bastante são a dicas espelhadas pelo livro, como por exemplo a dica 1 e 2: “Preocupe-se com seu trabalho” e “Reflita sobre o seu trabalho”. E essas dicas também estão seguidas de explicações.
Essas duas dicas me faz lembrar do tempo em que eu ainda trabalhava com todos o fundadores desse blog, onde quase que diariamente nós discutíamos algum assunto sobre tecnologia, na maioria das vezes era sobre Java e boas práticas de programação, e até mesmo sobre os posts de outros blogs que nós liamos pela net. Eu não tenho certeza, mas eu acho que essas discussões também influenciaram uma postagem feita pelo Lucas.
Eu sempre me questionei sobre programadores que somente leem tutoriais na net e trabalham com o “Ctrl+c e Ctrl+v”, onde muitas vezes você não tem noção do que código está fazendo (eu já me peguei fazendo isso), “mas funciona” então não meche (qualquer semelhança é mera coincidência). Acho que por esse tipo de “profissional” que ainda há pessoas que acreditam que daqui a pouco as ferramentas RAD vão acabar com os desenvolvedores (vide: aqui e aqui).
Outro ponto bem bacana no livro são as analogias feitas, e entra elas há uma que ele mostra que mesmo havendo engenharia a concepção é através da arte com habilidades individuais (quer saber mais? Compra o livro).
As resenhas vão ser bem curtas, e eu não pretendo ficar escrevendo o livro todo aqui (isso até seria errado), só quero apresentar o meu ponto de vista sobre o conteúdo que estou lendo para fazer comparativos com as situações que eu já vivenciei. Para o conteúdo completo, compre o livro, pelo menos pelo prefácio eu não estou arrependido.
Bom, não sei se o livro todo vai ser assim, mas o prefácio foi o bastante para despertar o meu interesse.
Agora chega de escrever que eu vou voltar a ler o livro! Antes outras citações do livro: “Programadores pragmáticos executam o trabalho e executam bem”, “Quando colegas dizem ‘porque é assim que é feito’ ou um fornecedor promete a solução para todos os seus problemas, você fareja um desafio”.
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